Pierre-Laurent Aimard

Pierre-Laurent Aimard

Lyon, 9 de setembro de 1957

Aimard é dos pianistas mais vanguardistas de nosso tempo. Depois de estudar no Conservatório de sua Lyon natal, entrou para o Conservatório de Paris em 1973, onde recebeu 4 prêmios importantes. Aluno de Yvonne Loriod, criou estreitos laços com o marido dela, o compositor Oliver Messiaen, tornando-se o intérprete preferencial de suas obras. Em 1977 Pierre Boulez o convida para ser o pianista de seu Ensemble InterContemporain, o mais importante conjunto da época voltado às criações contemporâneas.

Em 2001 Aimard gravou os 5 Concertos de Beethoven com Nikolaus Harnoncourt e a Orquestra de Câmara da Europa, registro que lhe rendeu críticas muito favoráveis. Em 2009 gravou a Arte da Fuga de Bach para figurar no documentário "Pianomania" sobre os pianos Steinway e o lançamento da mesma obra para a Deutsche Grammophon foi premiada. Em 2017 iniciou a gravação de toda a obra para piano de Messiaen para o selo Pentatone.

É irmão da violoncelista Valérie Aimard, com que se apresenta com frequência. Vem se dedicando à regência mais recentemente, mas recusa o título de maestro, dizendo-se um "pianista que eventualmente dirige orquestra". Desde 2009 é o diretor do Festival de Aldenburgh, fundado na Inglaterra pelo compositor Benjamin Britten em 1948. Sua musicalidade é natural, com encantadora fluidez das frases, e profundidade no tratamento das melodias.

© RAFAEL FONSECA



Jader Bignamini

Jader Bignamini

Crema, Itália, 30 de junho de 1976

O primeiro contato de Bignamini com a música foi aos 9 anos de idade através de um tipo específico de clarinete, a riquinta, instrumento que ele tocava nas bandas de música de sua Crema natal. Estudou clarinete e regência no Conservatório de Piacenza e depois de formado foi apontado em 1998 pelo Maestro Riccardo Chailly como clarinete-piccolo da Sinfônica Verdi, orquestra baseada em Milão. Desde 2016 é o regente-residente (o titular é o alemão Claus Peter Flor) desta orquestra.

Atuou muitas vezes como regente-assistente de Chailly, com destaque para os preparativos da Oitava de Mahler (Sinfonia dos Mil) em 2013. Seu nome foi se projetando através de atuações como regente no Teatro Massimo em Palermo, no Festival do Maggio Musicale em Florença, no Municipal de SÃo Paulo, no La Fenice em Veneza, no Japão e na Rússia.

Certa vez em Roma, preparando um Réquiem de Verdi, o cancelamento do tenor contratado o levou a convidar o tenor russo Yusif Eyvazov, que estava disponível e cuja voz ele havia tomado contato por vídeos do YouTube. Surge daí uma amizade, e o encontro em algumas produções. Após o início do relacionamento de Eyvazov com a soprano russa Anna Netrebko, ele foi escolhido pelo casal para acompanhar suas turnês mundiais a partir de 2016, trazendo grande destaque para o seu nome, estreando em 2017 no Metropolitan de Nova York, na Ópera de Frankfurt e no Teatro de Ópera de Roma.

© RAFAEL FONSECA

Yusif Eyvazov

Yusif Eyvazov

Argel, Argélia, 2 de maio de 1977

Registro vocal: tenor

Eyvazov nasceu na Argélia, onde seu pai, professor universitário de Meteorologia, estava trabalhando temporariamente, mas cresceu em Baku, capital do Azerbaijão, de onde sua família se origina. A princípio planejou seguir a carreira do pai, mas num evento de colégio, cantou algumas músicas populares e foi estimulado a seguir os estudos musicais. Inscreveu-se na Academia de Música de Baku e em 1997 mudou-se para a Itália para aperfeiçoar-se com o lendário Franco Corelli.

Após vencer concursos de canto em Capriolo, Montagnana e Milão, iniciou a carreira estreando no teatro romano de Fiesole como o Radamés (Aida, de Verdi), e manteve-se apresentando-se em produções regionais na Itália. Seu primeiro papel importante foi o de Cavaradossi (na Tosca, de Puccini) no Bolshoj em Moscou, em 2010.

Em 2014, em Roma, foi contratado para uma produção de Manon Lescaut sob a batuta de Riccardo Muti. No papel título estava Anna Netrebko, a fenomenal soprano russa. Meses depois, ambos declaravam o envolvimento e se casavam em Viena. Impulsionado pelo sucesso da esposa, Eyvazov ganhou grande notoriedade, e tem se apresentado junto a ela em uma série de recitais, tendo inclusive gravado um álbum de duetos para o selo Deutsche Grammophon. Apesar de elogios e críticas favoráveis na maioria dos veículos de mídia, apesar da boa potência vocal, ouço seu timbre metálico de vibrato desconfortável, aliado a um gosto duvidoso no desenho das frases, e fico em dúvida se seu nome seria tão requisitado sem ela... 

© RAFAEL FONSECA

Orquestra Filarmônica de Câmara Alemã em Bremen

Deutsche Kammerphilharmonie
Deutsche Kammerphilharmonie Bremen

Fundação: 1980
Sede: Stadtwaage, Bremen

A orquestra foi fundada em Frankfurt em 1980 por um grupo de estudantes de música, com a proposta de tocar sem regente. Adquiriu respeitabilidade e em 1983 deu um concerto nas Nações Unidas; no ano seguinte acompanhou o violinista Gidon Kremer no Festival de Lockenhaus. Em 1987 torna-se uma orquestra profissional. Em 1992 passa a basear-se em Bremen, incorporando ao seu o nome da cidade.

Em 2005 assumiu o posto de orquestra-residente no Festival Beethoven em Bonn. Depois de um mandato do (então) jovem Daniel Harding, de 1999 a 2003, a orquestra é dirigida pelo estoniano Paavo Järvi, que promoveu uma revolução no meio musical com seu "Projeto Beethoven", uma série de concertos nos quais trouxe uma nova maneira — articulações rápidas, agressividade da percussão, ênfase e força das cordas, contundência dos sopros — de tocar as Sinfonias do grande mestre.

© RAFAEL FONSECA

Veronika Eberle

Veronika Eberle

Donauwörth, Alemanha, 26 de dezembro de 1988

Instrumentos: Giovanni Battista Guadagnini (ex Adolf Busch), 1783
Instrumentos: Stradivarius "Dragonetti", 1700

Começou a estudar violino com 6 anos em Munique e com 10 anos de idade já dava seu primeiro concerto com a Sinfônica de Munique, Em 2003 venceu o Concurso Internacional em Mainz. E em 2006 (com 18 anos) tocou o Concerto de Beethoven com a Filarmônica de Berlim e Simon Rattle no Festival de Páscoa em Salzburg, o que impulsionou sua carreira internacional.

Veronika tocava o instrumento que pertenceu ao lendário Adolf Busch, e depois ganhou da Fundação de Música do governo do Japão o Stradivarius que pertenceu à coleção do contra-baixista e compositor italiano Domenico Dragonetti (1763-1846).

© RAFAEL FONSECA

Laurence Equilbey

Laurence Equilbey

Paris, 6 de março de 1962

A maestrina Laurence Equilbey começou na música estudando piano e flauta. Foi aluna de Eric Ericson, notável maestro-de-coro sueco. Em 1991 ela fundou o coral Accentus, do qual é diretora até hoje. Em 1995 fundou o Jeune Chœur de Paris que acabou incorporado pelo Conservatório de Paris. Desde 2010, junto com seu Accentus, é associada ao Ensemble Orchestral de Paris. Em 2012 cria a Insula Orchestra, com instrumentos de época, para tocar o repertório compreendido entre o Classicismo e o início do Romantismo.

© RAFAEL FONSECA

Orquestra "Insula"

Insula Orchestra

Fundação: 2012
Sede: Hauts-de-Seine, Grande Paris

A orquestra foi fundada pela maestrina Laurence Equilbey para tocar o repertório Clássico e Romântico com foco principal em Mozart, Beethiven, Schubert, Weber e seus contemporâneos. Seus músicos tocam instrumentos originais de época. O nome Insula faz alusão à região Île-de-France, na qual o Departamento de Hauts-de-Seine (subúrbios de Paris, La Défense), que apoia o projeto, está. Desde sua criação a Insula Orchestra é requisitada pelos principais festivais da França e em 2017 foi a orquestra a inaugurar a nova Sala de Concertos Cité Musicale de d’Ile Seguin.

© RAFAEL FONSECA

Sandrine Piau

Sandrine Piau

Issy-les-Moulineaux, França, 5 de junho de 1965

Registro vocal: soprano

Sandrine iniciou seus estudos de música, inicialmente para tornar-se harpista. Depois dedicou-se à voz no Conservatório de Paris. Especializou-se em música barroca e foi solista na monumental gravação que Ton Koopman fez de todas as Cantatas de Bach. Requisitada por expoentes da música antiga, como Fabio Biondi, René Jacobs, Marc Minkowski e Philippe Herreweghe, ela é um referência no canto barroco.

© RAFAEL FONSECA

(1785) MOZART Música para um funeral maçônico

Maurerische Trauermusik

Compositor: Wolfgang Amadeus Mozart
Número de catálogo: K 477
Data da composição: julho de 1785
Estréia: 17 de novembro de 1785 em cerimônia na Loja Maçônica de Viena, regência do autor

Duração: cerca de 5 minutos
Efetivo: 2 oboés, 1 clarinete, 3 clarinetes-contralto, 1 contra-fagote,2 trompas,as cordas (primeiros- e segundos-violinos, violas, violoncelos, contra-baixos)

Mozart era membro da Maçonaria e escreveu a obra para uma cerimônia em memória de dois colegas da mesma Loja, o Duque de Mecklenburg e o Conde de Esterhazy e Galantha. A obra é muito solene, densa e introspectiva, fugindo bastante ao que se espera da estética mozartiana, sempre associada a sonoridades mais leves.

© RAFAEL FONSECA

Khatia Buniatishvili

Khatia Buniatishvili — translitarção de ხატია ბუნიათიშვილი

Batumi, Georgia, 21 de junho de 1987

Khatia começou a estudar o piano com sua mãe aos três anos de idade e com 6 já estava se apresentando com a Orquestra de Câmara de Tbilisi. Frequentou a Escola de Música de Tbilisi e continuou seus estudos na Universidade de Música e Artes de Viena. Ganhou prêmios no Concurso Internacional Horowitz para jovens pianistas em Kiev, no Concurso Internacional Arthur Rubinstein em Israel, dentre outros. Tem se destacado junto às grandes orquestras como solista e eletriza as platéias em seus recitais pela postura ousada e interpretações extremamente viscerais.

© RAFAEL FONSECA