Sonata em duo

O termo Sonata surge como uma das primeiras denominações de peça instrumental, a Europa vindo de uma longa tradição — quase toda a Idade Média — de música vocal religiosa. A origem do termo é a palavra italiana "suonare", fazer soar. No século XVIII as Sonatas se dividem em duas categorias: Sonatas da Chiesa (tocada pelo conjunto de instrumentos que faziam o serviço da Igreja, a chamada Capella ou Kapelle, nome até hoje usado para designar algumas orquestras alemãs) e Sonatas da Camara (mais divertidas, tocadas pelos instrumentistas na Corte), e eram tocadas por um pequeno conjunto de músicos, quase, pode-se dizer, uma mini-orquestra de até 8 integrantes.

No final do Barroco (1730 a 1750) é mais comum ver esse grupo enxugado para 3 músicos no máximo, as chamadas Trio-Sonatas, pois o instrumento principal era acompanhado de um baixo-contínuo promovido pelo teclado e um violoncelo (na maioria das vezes). Mas compositores como Alessandro Scarlatti começam a escrever Sonatas apenas para o teclado.

Com a sistematização das nomenclaturas promovida a partir de 1750 (O Classicismo), o termo fica associado a Sonatas em apenas dois casos: no primeiro, manteve-se a tradição da Sonata para o teclado e daí irão surgir as inúmeras Sonatas para piano do Romantismo; no segundo caso estão as Sonatas para um instrumento qualquer e piano, sendo o violino o mais comum. A estrutura é a a da Forma-Sonata, em geral 3 movimentos no Classicismo e 4 movimentos a partir do Romantismo, mimetizando a Sinfonia.

A idéia é colocar ambos os instrumentos, piano e o outro escolhido, em diálogo, mas algumas vezes acontece do piano ficar em papel secundário, servindo de acompanhador da melodia.

© RAFAEL FONSECA

Sonatas para violino e piano:
 
(1778) MOZART Sonata para violino n. 21
(1798) BEETHOVEN Sonatas para violino ns. 1, 2 e 3
(1801) BEETHOVEN Sonata para violino n. 5 "Primavera"
(1803) BEETHOVEN Sonata para violino n. 9 "Kreutzer"

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