Sergej PROKOFIEV

Sergej Sergeevich Prokof'ev
(transliteração de Сергі́й Сергі́йович Проко́ф'єв)

Sontsovka (Ucrânia), 23 de abril de 1891 — Moscou, 5 de março de 1953

Catálogo Opus 1 - 138

Um dos ícones da música russa e dono do melhor conjunto de Concertos para piano escritos no século XX. Prokofiev soube fazer uso da dissonância como poucos, e trabalhou nisso ferozmente na sua primeira fase, a chamada Fase Russa, na qual se encontram seus 2 primeiros Concertos para piano.
 
Viveu fora da Rússia desde a Revolução de 1918 até 1936, morando nos Estados Unidos e na Europa, cultivando hábitos cosmopolitas, o que trouxe à sua obra um frescor diferente da profundidade algo melancólica de seu colga Shostakovich (que nunca saiu de lá). Nessa fase, chamada Ocidental, surgem os Concertos para piano 3, 4 e 5, as Sinfonias de 1 a 4, e o Balé "Romeu e Julieta".

Prokofiev escolheu o pior momento para reconciliar-se: volta à terra natal no momento de maior pressão, em 1936, e a partir de 1938 não pôde mais sair da União Soviética, enfrentando — como Shostakovich — uma pesada patrulha cultural, o que influiu em seu estilo. Surgem então obras emocionalmente mais complexas, na chamada Fase Soviética (a terceira e última de sua criação), como as últimas Sinfonias (6 e 7), a música do filme "Alexander Nevsky" e a ópera "Guerra e Paz".

Morreu em 1953, no mesmo dia que Stalin: 5 de março. Por essa razão, sua morte passou despercebida. A família sequer conseguiu retirar o corpo de casa, uma vez que toda a cidade ficou por conta dos funerais do ditador e somente após 3 dias puderam sepultá-lo, tendo de usar flores de papel, pois todas as flores frescas estavam na tumba de Stalin. 

© RAFAEL FONSECA

Catálogo de Opus:
  
Op. 22 - Visões fugidias
Op. 26 - Concerto para piano n. 3
Op. 63 - Concerto para violino n. 2


Catálogo de obras em ordem cronológica:
   
(1917) Visões fugidias
(1921) Concerto para piano n. 3
(1935) Concerto para violino n. 2