Poema Sinfônico

Os Poemas Sinfônicos surgem no início do século XIX, pelas mãos de Liszt. A idéia inicial era que a música fosse a tradução de uma peça literária pré-existente; depois vieram Poemas Sinfônicos que traduzem emoções e impressões. Apenas as sonoridades da orquestra serão veículo para compor um retrato. Na verdade, o princípio básico é o mesmo da ópera: contar uma história por meio de música, mas aqui trata-se de todo um universo subjetivo, de insinuações e emoções subliminares, enquanto a ópera — com todos os seus adereços — age num plano mais evidente, quase histriônico.

© RAFAEL FONSECA
 
(1807) BEETHOVEN Abertura "Coriolano"
(1853) LISZT "Os Prelúdios"
(1854) LISZT Poema Sinfônico "Orfeu"
(1863) WAGNER Prelúdio e "Morte de amor" de "Tristão e Isolda"
(1867) MUSSPRGSKY "Noite no Monte Calvo"
(1869) TCHAIKOWSKY Abertura-Fantasia "Romeu e Julieta"
(1879) SMETANA "Minha Pátria"
(1886) R. STRAUSS "Da Itália"
(1886) RIMSKY-KORSAKOV "Noite no Monte Calvo", de Mussorgsky
(1887) R. STRAUSS "Macbeth"
(1888) R. STRAUSS "Don Juan"
(1888) RIMSKY-KORSAKOV Suite "Sheherazade"
(1894) DEBUSSY Prelúdio da tarde de um fauno
(1895) R. STRAUSS "Till Eulenspiegel"
(1896) SIBELIUS "O Cisne de Tuonela"
(1896) R. STRAUSS "Assim falou Zaratustra"
(1896) DVOŘÁK Poema Sinfônico "A Bruxa do Meio-dia"
(1898) R. STRAUSS "Vida de Herói"
(1899) SCHOENBERG "Noite Transfigurada"
(1903) SCHOENBERG Poema Sinfônico "Peleás e Melisanda"
(1910) FREITAS BRANCO "Paraísos Artificiais"
(1928) HONEGGER "Rugby"
(1984) BIRTWISTLE "Teatro Secreto"
(2007) BIRTWISTLE "Cortejo"
(2008) SAARIAHO Lanterna Mágica
(2009) WIDMANN "Amor diabólico"
(2013) STAAR "Reciclagem do Tempo"