Béla BARTÓK

Bartók Béla Viktor János
     
Nagyszentmiklós, 25 de março de 1881 — Nova Iorque, 26 de setembro de 1945
       
Catálogo Sz 1 - 121 ("Szőllősy", organizado por András Szőllősy em 1953)
Catálogo BB 1 - 129 ("Bartók Béla", organizado por László Somfai em 1996)

Se a música de um único homem tivesse de ser apontada coma a síntese do século XX, eu diria o nome de Bartók. Vivendo num tempo de tantas experimentações, tantos caminhos e sonoridades, ele foi buscar as raízes folclóricas de vários povos, pesquisou com seriedade e afinco, e ainda assim nunca fez uma única citação clara dessas melodias, criou sempre inovando, com um idioma muito próprio. O que, em muitas das vezes, nos outros compositores parecia tentativa, com Bartók temos a sensação de um caminho realmente novo ― e legítimo. Infelizmente os ouvidos de hoje ainda são um tanto resistentes à sua obra, talvez por não encontrar o conforto da consonância, da harmonia fácil e agradável das músicas do Romantismo e anteriores. Mas Bartók é, simplesmente, um retrato de seu tempo ― em certa medida, ainda o “nosso” tempo ― e sua obra merece lugar de enorme destaque.

© RAFAEL FONSECA

Catálogo Sz:

Sz 36 - Concerto para violino n. 1
Sz 93 - Concerto para piano n. 1
Sz 116 - Concerto para orquestra
 
     
Catálogo BB:

BB 48-a - Concerto para violino n. 1
BB 91 - Concerto para piano n. 1
BB 123 - Concerto para orquestra
 
   
Obras em ordem cronológica:

(1908) Concerto para violino n. 1
(1926) Concerto para piano n. 1
(1943) Concerto para orquestra