Edward ELGAR

Edward William Elgar — Sir Edward Elgar

Lower Broadheath, Inglaterra, 2 de junho de 1857 — Worcester, 23 de fevereiro de 1934

Catálogo: Opus 1 - 90 (Obras publicadas em vida)

A Inglaterra vinha vivendo um silêncio estranho até o aparecimento de Elgar: antes dele, o compositor inglês mais célebre havia sido um alemão, Händel, ativo na era barroca; ingleses mesmo, da estatura dos grandes gênios, eles só podiam celebrar nomes renascentistas, como Purcell e Gibbons, mestres inquestionáveis mas que não ofereciam ao repertório um Concerto para piano ou uma Sinfonia que fizesse orgulho aos britânicos. Pois Elgar vem quebrar esse silêncio.

Elgar foi auto-didata, cresceu na loja de instrumentos musicais da família em Worcester, ouvindo o pai afinar pianos. Sempre se sentiu um excluído, nos círculos acadêmicos por não ter formação; como católico, numa Inglaterra anglicana; de origem humilde, numa sociedade vitoriana. Depois de muitas composições, seu primeiro sucesso viria em 1889, ele já com seus 42 anos, através das Variações "Enigma". No ano seguinte, o oratório The dream of Gerontius é um novo sucesso, e em 1901 ele cria aquela que será a sua obra mais conhecida: a primeira das 5 marchas "Pompa e Circunstância", utilizada na coroação de Eduardo VII e reconhecida hoje como hino dos ingleses. 

Depois da Primeira Guerra e de uma cirurgia séria, ele e sua música não foram mais os mesmos. Seu Concerto para violoncelo, de 1919, vem quando a música dele já estava ficando fora de moda, mas é obra genial, tardiamente assim reconhecida, seu canto-do-cisne. Com a morte da mulher em 1920, sua companheira por 40 anos, ele se impõe um afastamento, só aparecendo em público para reger ou nos estúdios de gravação — técnica nos primórdios — para registrar sua própria obra.

© RAFAEL FONSECA

Catálogo Opus:

Op. 85 - Concerto para violoncelo


Obras em ordem cronológica:

(1919) Concerto para violoncelo